terça-feira, 28 de setembro de 2010

[...] Dos homens que Ana conhecia na província nenhum decerto podia ser! E, no entanto, ela amava... A quem? Não sabia dizê-lo, mas amava. Sim! Fosse a quem fosse, ela amava; porque sentia vibrar-lhe todo o corpo, fibra por fibra, pensando nesse alguém - íntimo e desconhecido para ela; esse Alguém - que não vinha e não lhe saia do pensamento, esse Alguém - cuja ausência a fazia infeliz e lhe enchia a existência de lágrimas.


Aluísio de Azevedo.

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