sexta-feira, 29 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Você desapareceu sem avisar, esqueceu da pessoa que mais se importava com você, que sempre estava de braços abertos para te abraçar. Queria poder voltar ao tempo onde o seu coração tinha lugar para mim.
Minhas noites passam em vão, não sonho, acordo várias vezes na escuridão. Te chamo e não escuto nada. As coisas que falo ninguém mais me dá razão.
Me tranquei nesse quarto escuro, acho que estarei segura sem lembrar da tua voz. Infelizmente tuas palavras já estão presas em minha vida. Me vejo escondida no mundo que você criou e não voltou para me libertar. Lembro quando eu não conhecia a solidão.
Queria encontrar teus olhos em alguma saída, mas deixei de acreditar no seu retorno. Queria ir para longe de tudo que construí, em vão, pra te esperar. Eu queria conseguir esquecer. A todo momento uma brisa em meu rosto me faz lembrar de que não estás ao meu lado. Ao menos achar uma brecha para escapar. Alguma saída de emergência.
Não enxergo mais nenhuma luz, nenhum túnel, nenhuma passagem secreta.
Continuo aqui, não sou mais a mesma, estou sentindo as consequências do tempo. Agora sou o que restou da dor, sou o que sobrou de quem um dia te amou.
Minhas noites passam em vão, não sonho, acordo várias vezes na escuridão. Te chamo e não escuto nada. As coisas que falo ninguém mais me dá razão.
Me tranquei nesse quarto escuro, acho que estarei segura sem lembrar da tua voz. Infelizmente tuas palavras já estão presas em minha vida. Me vejo escondida no mundo que você criou e não voltou para me libertar. Lembro quando eu não conhecia a solidão.
Queria encontrar teus olhos em alguma saída, mas deixei de acreditar no seu retorno. Queria ir para longe de tudo que construí, em vão, pra te esperar. Eu queria conseguir esquecer. A todo momento uma brisa em meu rosto me faz lembrar de que não estás ao meu lado. Ao menos achar uma brecha para escapar. Alguma saída de emergência.
Não enxergo mais nenhuma luz, nenhum túnel, nenhuma passagem secreta.
Continuo aqui, não sou mais a mesma, estou sentindo as consequências do tempo. Agora sou o que restou da dor, sou o que sobrou de quem um dia te amou.

E quem disse que ainda quero viver assim? Fui estúpida em acreditar em seu âmago. Ainda sinto o gosto amargo em minha boca. Meus pensamentos se tornam, dia após dia, mais abstratos. A intenção de não acreditar mais nas suas palavras é maior. Nunca adiantou você me dizer que mudou. Sabíamos que não era assim. Não vou mais desperdiçar minhas lágrimas, nem vou congelar o medo. Deixei de acreditar no nada. Aprendi que meu maior erro é amar demais.Todas aquelas flores roubadas por você de jardins desconhecidos, estão cinzas, todas mortas, o ódio evaporou toda a água de seus vasos.
Estava só mesmo estando ao seu lado, agora o vento tomou seu lugar. Ele costuma me visitar todas as tardes quando vou em frente ao mar, onde todas minhas lágrimas foram despejadas. A tarde é efêmera a noite angustiante e sinto uma pedra no meu caminho que me ilude ao amanhecer. Ando desprezando sorrisos, estou deixando teu gosto escapar, aos poucos estou controlando o ódio que carregava em meu peito. Acho que nunca houve motivos suficientes para toda essa esperança contida em dias meramente inexistentes.
Ainda perco meu tempo relembrando fatos, já desisti de tentar entender-los, essa é a verdade.
Já é tarde para mim, está na hora de jogar essas flores mortas em algum rio por ai.
Vi minha visão queimar cada vez mais rápido, os meus sonhos se distanciaram de tal maneira que não consigo mais alcançá-los. Você conseguiu fazer isso, você conseguiu levar tudo. Levou meu sorriso, meus pensamentos, meu tempo, minhas palavras, levou meu coração. Não há mais ninguém aqui.
Eu ainda tento confiar na esperança que nunca tive. Te espero, mesmo sabendo da sua incapacidade de voltar, nem que seja pra devolver meus sonhos, só pra eu poder me levantar daqui. É minha ultima escolha, já tentei esquecer, relevar, agora já esqueci tudo que passei, me pergunto como consegui todas essas cicatrizes que marcam minha pele, meu coração, minha alma. Não sei exatamente como tudo aconteceu, quando me virei já estava aqui, na beira de um precipício, sem você, sem ninguém. Lembrei de você a todo momento que tentei te esquecer, lembrei das coisas que me fizeste passar, das noites que não dormi, dos dias trancada em casa enchendo os copos de lágrimas. Sentada em baixo daquela árvore que eu sempre ficava pensando em você, pude ver a ultima folha cair em um sinal de desistência, de tempo, ou apenas era minha imaginação tentando disfarçar o outono, onde tudo aconteceu, mas talvez só aí pude perceber que foram essas lembranças que me deixaram essas cicatrizes.
Você conseguiu de tal maneira me privar de sonhar, destruía meus castelos, chutava a areia ao meu redor, tudo que lutei pra construir com minhas mãos, você destruía facilmente. Mas não era difícil lutar pelos meus sonhos, difícil era lutar com tuas palavras, elas vinham com tamanha força que me derrubavam quando eu estava prestes a chegar no topo da torre. Devo-lhe informar que estou desistindo agora. Nunca fui covarde, você sabe disso, mas já não tenho chão, já não tenho nada, ninguém. Estou entregando o que resta dos pontos. Não pense que não tinha mais coragem pra lutar, apenas não tinha mais condições de sofrer.
Eu ainda tento confiar na esperança que nunca tive. Te espero, mesmo sabendo da sua incapacidade de voltar, nem que seja pra devolver meus sonhos, só pra eu poder me levantar daqui. É minha ultima escolha, já tentei esquecer, relevar, agora já esqueci tudo que passei, me pergunto como consegui todas essas cicatrizes que marcam minha pele, meu coração, minha alma. Não sei exatamente como tudo aconteceu, quando me virei já estava aqui, na beira de um precipício, sem você, sem ninguém. Lembrei de você a todo momento que tentei te esquecer, lembrei das coisas que me fizeste passar, das noites que não dormi, dos dias trancada em casa enchendo os copos de lágrimas. Sentada em baixo daquela árvore que eu sempre ficava pensando em você, pude ver a ultima folha cair em um sinal de desistência, de tempo, ou apenas era minha imaginação tentando disfarçar o outono, onde tudo aconteceu, mas talvez só aí pude perceber que foram essas lembranças que me deixaram essas cicatrizes.
Você conseguiu de tal maneira me privar de sonhar, destruía meus castelos, chutava a areia ao meu redor, tudo que lutei pra construir com minhas mãos, você destruía facilmente. Mas não era difícil lutar pelos meus sonhos, difícil era lutar com tuas palavras, elas vinham com tamanha força que me derrubavam quando eu estava prestes a chegar no topo da torre. Devo-lhe informar que estou desistindo agora. Nunca fui covarde, você sabe disso, mas já não tenho chão, já não tenho nada, ninguém. Estou entregando o que resta dos pontos. Não pense que não tinha mais coragem pra lutar, apenas não tinha mais condições de sofrer.
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