
E quem disse que ainda quero viver assim? Fui estúpida em acreditar em seu âmago. Ainda sinto o gosto amargo em minha boca. Meus pensamentos se tornam, dia após dia, mais abstratos. A intenção de não acreditar mais nas suas palavras é maior. Nunca adiantou você me dizer que mudou. Sabíamos que não era assim. Não vou mais desperdiçar minhas lágrimas, nem vou congelar o medo. Deixei de acreditar no nada. Aprendi que meu maior erro é amar demais.Todas aquelas flores roubadas por você de jardins desconhecidos, estão cinzas, todas mortas, o ódio evaporou toda a água de seus vasos.
Estava só mesmo estando ao seu lado, agora o vento tomou seu lugar. Ele costuma me visitar todas as tardes quando vou em frente ao mar, onde todas minhas lágrimas foram despejadas. A tarde é efêmera a noite angustiante e sinto uma pedra no meu caminho que me ilude ao amanhecer. Ando desprezando sorrisos, estou deixando teu gosto escapar, aos poucos estou controlando o ódio que carregava em meu peito. Acho que nunca houve motivos suficientes para toda essa esperança contida em dias meramente inexistentes.
Ainda perco meu tempo relembrando fatos, já desisti de tentar entender-los, essa é a verdade.
Já é tarde para mim, está na hora de jogar essas flores mortas em algum rio por ai.
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