sábado, 4 de dezembro de 2010

Meu porto inseguro.

No meio das cobertas, compro sonhos enlatados, suspiro com amores inventados, te arrasto comigo e rasgo a noite em ilusões. Sorrio como se fosse um final feliz, sorrio como se fosse real. Finjo aproveitar as sobras, embrulho a cena do nosso beijo e guardo-a para mais tarde, depois da fala, agora sim. Um lágrima desliza em seu rosto, uma razão falta. Penso em perguntar o que lhe aconteceu, mais ainda não inventei o seu nome. Espatifando a seqüência, fico de bruços e faço-me uma ex-sonhadora, já adormecida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário